O Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Guaraí realizará, a partir de 16 de fevereiro próximo, a segunda edição do projeto “Grupo Reflexivo - Homem Consciente”, que tem o objetivo de constituir um grupo com homens em processo judicial que estejam envolvidos em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher, a fim de despertar neles uma reflexão sobre suas atitudes. Nesta segunda etapa serão 20 participantes que abordarão com especialistas convidados sobre medidas protetivas de urgência no âmbito da Lei Maria da Penha.

A primeira edição foi concluída em dezembro de 2021. Cada etapa conta com cinco encontros de modo virtual, sob o olhar atento da juíza Gisele Pereira de Assunção Veronezi, coordenadora do Cejusc de Guaraí.

Já foram realizados os primeiros cinco encontros on-line com a participação de dez homens com processos em andamento e nos quais figuram como réus. Foram desenvolvidos um círculo de Justiça Restaurativa no primeiro, e o pós-círculo no quinto encontro com os facilitadores Sérgio e Marcos, da comarca de Araguaína.

Os primeiros participantes assistiram a palestras ministradas pelo médico Alan Carlos Machado Regino, que falou sobre a saúde do homem e vícios em drogas lícitas e ilícitas; com o psicólogo Vilson Barbosa Martins Júnior, que abordou as relações familiares, escolhas conscientes, fatores de violência doméstica, despertar da consciência e reflexões sobre o machismo; e com o acadêmico de Direito Lucas Júnior, que falou sobre a desmistificação da Lei Maria da Penha. O projeto é contínuo.

Relevância social

"Com grata satisfação o Cejusc Guaraí realizou a primeira edição do projeto Grupo Reflexivo - Homem Consciente, algo inédito no Estado do Tocantins e que visa a conscientização de homens que figuram em demandas judiciais que envolvem algum tipo de violência. E, dada a relevância substancial do projeto, o presidente do TJTO, desembargador João Rigo, sugeriu que a iniciativa passasse a  integrar o portfólio de projetos e ações do Programa Justiça Restaurativa ou Programa Conciliação e Mediações no âmbito do Judiciário tocantinense”, destacou a juíza Gisele Pereira de Assunção Veronezi.

Para Geremias Botelho Costa, de 30 anos, um dos homens beneficiados pelo projeto, a iniciativa foi um sucesso. “A gente tem sempre que pensar no próximo, na pessoa que está com a gente, e a palestra me mostrou muito o lado bom do ser humano. Eu sou muito grato por ter feito parte desse grupo, de homem consciente e hoje eu vejo o quanto que a pessoa que está ao nosso lado faz falta. Estão de parabéns”, disse.

Texto: Ramiro Bavier

Comunicação TJTO